Mea Culpa

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Desculpa o auê, mas preciso dizer: me apaixonei. Não daquele jeito explosivo, deletério, mas sim daquele jeito que cultiva campos inteiros de lavanda no coração. Desculpa a confusão, as mensagens que te mando nas madrugadas, as palavras trôpegas e os suspiros que dou enquanto adormeço e você não chega nem perto de entender o porquê: é paixão e gratidão por estar compartilhando mais um momento contigo.

Preciso admitir que quando o peso dos dias cai sobre meus ombros, é em você que eu penso: nos momentos em que pedes para eu deitar no teu ombro e escutamos os sons quentes dos nossos batimentos cardíacos se acalmando. Nos instantes em que deitas no meu peito e dizes, depois de um lamento, que não queres ir embora na manhã seguinte.

Penso no teu suspiro de alívio quando o dia termina e sentamos no sofá com uma cerveja; nos teus olhos abertos por detrás dos óculos sujos; nos gols do grêmio, nos LPs empoeirados, nas playlists colaborativas. Penso no sexo, nos gemidos e nas minhas unhas arranhando a tua carne. Você poderia dizer que tudo isso se resume a química e entusiasmo, e eu te responderia que não. Sei que estou apaixonada porque quando penso nesses momentos, não sinto apenas nostalgia ou tesão: sinto paz. Quando estou contigo, me sinto em casa.

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